Os novos meios de escutar música. Legalmente.
É fato que hoje a indústria da música vive uma revolução. Não uma revolução de gêneros, novas formas de se criar sons, novas ferramentas, mas sim uma revolução no modo como essa música é disponibilizada ao público. Temos acompanhado o sucesso das "stores" onde você paga por faixa, um preço acessível (não aqui no Brasil) e baixa somente as faixas que lhe interessam, pois nem sempre você gosta do CD inteiro certo?!
Mas vamos supor que surge um álbum novo, você provavelmente irá escutar algo na rádio (se o cantor/banda for famoso), poderá até encontrar uma ou outra faixa de trabalho no myspace/site oficial, talvez encontre o CD inteiro, mas só pode escutar os trinta segundos iniciais. A menos que você compre o CD, ou todas as faixas pelas stores, seria impossível você saber quais faixas você gostou, apenas escutando os míseros segundos.
Surge então o novo mercado de streaming, que já era praticado por grandes rádios online, com destaque Pandora. Veio a web 2.0 e com ela surge o last.fm, juntando uma rede social, com streaming e um sistema de scrooble (analisar tudo o que você ouve e sugerir artistas parecidos). Contudo em nenhuma das duas que citei acima você pode escolher uma faixa distinta para escutar. No last.fm você ouve os trinta segundos, ou então opta por escutar a rádio, que é uma seleção de músicas do mesmo gênero baseado no scrooble do artista que você escolheu.
Mas isso ainda não se adequa ao mercado que vem se tornando muito exigente, principalmente porque a maioria dos serviços restringe o acesso para garantir a sobrevivência do mesmo. Exemplos não faltam, o Pandora só está disponível nos EUA e o last.fm cobra uma taxa de três doláres para usuários não-americanos usarem o recurso de streaming "radio".
Por último, surgem os serviços de streaming "sob encomenda", com o mesmo conceito do que descrevi anteriormente, só que agora você pode escolher o que quer ouvir e quando ouvir. Uma das grandes ferramentas que encontrei na minha pesquisa foi o GrooveShark. Você nem precisa ter cadastro e já pode sair escutando o que quiser, além de poder carregar seus próprios MP3's. Com uma conta, você tem recursos de criar playlist, favoritar, tudo através de uma interface em flash, bem bonita por sinal. Eles também tem um sistema de "radio", mas esse é baseado em sua atual playlist, ou seja, você adiciona várias músicas de vários artistas, e clica em rádio, ele irá tocar músicas parecidas com as que você adicionou.
Outro serviço do gênero, só que bem mais polido que achei foi o Spotify. Com o mesmo conceito de streaming "sob encomenda", o Spotify possue clientes para várias plataformas, dentre elas, Windows, Mac, iPhone/iPod, Symbian. Com uma conta em mãos é possível salvar playlists e acessar de qualquer ambiente com conexão a internet. Nele também é possível ver a biografia do artista, conferir todos os álbuns, além de uma rádio, onde você escolhe o gênero e o ano músical, e ele randomicâmente sorteia as faixas.
A versão gratuita possui propagandas no programa e durante a execução da música, nada que atrapalhe. Toca duas, três músicas, e depois que esta acaba que entra uma pequena propaganda. Mais aqui mais uma vez vem a dificuldade dos desenvolvedores em manter o serviço com altos custos. O Spotify só está disponível no Reino Unido. Se quiser acessar de outro lugar, basta ter uma conta premium, que custa cerca de R$ 25,00/mês, um preço já um pouco mais salgado (pelo menos para mim, universitário falido).
Mesmo a maioria dos sites mantendo uma forma de renda, seja ela pela taxa mensal, ou pela venda de mp3s, (last.fm e Spotify), ainda assim é necessário um acordo entre os distribuidores de conteúdos (sites, stores), geradores (artistas) e lucradores (gravadoras) para verificar a melhor forma de manter, organizar e publicar esse material, garantindo o contentamento de ambas as partes.
Num próximo post falarei como estou usando os recursos dos serviços que apresentei hoje. See ya!


